A pouco mais de 3 meses atuando no ramo imobiliario na cidade de Ipumirim, um fato me chama atenção, a enorme quantidade de propriedades rurais colocadas a venda, revelando uma situação anunciada a tempos, do endividamento dos pequenos produtores rurais, que pressionados por diversos fatores entre eles financeiros, climáticos, constantes cobranças de melhorias na infra-estrutura de aviários e chiqueirões por partes das grandes agroindústrias, e da desvalorizacão dos preços pagos pelo produtos rurais praticados pelo mercado, principalmente o frango, suinos e leite, é relevante mencionar ainda a implantação de grandes projetos de reflorestamento, por parte das industrias madereiras, que estão a passos largos adquirindo toda a grande area produtiva da região oeste e a transformando num grande deserto verde, deixando assim os pequenos produtores sem outra saída senão para suas atividades e vir para a cidade. Muitos destes já aposentados cansados da dura lida, já viram seus filhos seguirem esses caminhos, outros, embora ainda tenham o desejo de continuar suas atividades, não encontram viabilidade financeira para isso, por que ainda hoje a Agricultura Familiar, enquanto sujeito do desenvolvimento, é ainda um processo em consolidação. O seu fortalecimento e valorização dependem de um conjunto de fatores econômicos, sociais, políticos e culturais alem da implantação de um codigo ambiental regionalizado viabilizando a sustentabilidade finaneira e ambiental, que necessitam serem implementados de uma forma articulada por uma diversidade de atores e instrumentos. Sem dúvida, o papel do Estado e das políticas públicas municipais cumprem uma função fundamental. Quanto mais estas políticas conseguirem se transformar em respostas à estratégia geral de desenvolvimento com sustentabilidade e, ao mesmo tempo, às demandas concretas e imediatas da realidade conjuntural, mais adequadamente cumprirão o seu papel.
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