segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sexta-Feira 13 Macabra

macabro adj macabro, macabra [mɐ'kabru, mɐ'kabrɐ] que evoca a morte, talvez seja esse um dos principais adjetivos para o ano em Ipumirim, observado os fatos que jamais passariam pela cabeça de qualquer Ipumirinense, assassinatos, roubos, drogas, acidentes, que levaram subitamente vidas de pessoas, de modo brutal e inesperado, mas infelizmente, a morte pode ter varias formas, claro que a morte da matéria é sem duvida muito dolorosa, principalmente quando nos separas de entes próximos e queridos, mas existe alem da morte da matéria, a morte da dignidade, do respeito, dos sonhos, e o que vi na sexta feira 13 em Ipumirim foi realmente de arrepiar, dezenas de crianças, digo crianças, por que na minha época chamava-se de crianças pessoas até 16 anos, e olha que nem sou tão velho assim, hoje com 10 anos já se acham adolescentes, saindo de uma tal festa de Haloween, engraçado, tudo que é ruim, que não presta temos a mania de copiar, promovida “pasmem” por uma instituição de ensino local, fazendo uso de drogas licitas quem sabe se também não ilicitas, embora certamente não vendiam bebidas alcoólicas no local dessa festa, existem muitos lugares onde elas podiam adquiri-las, esparramados por todos os cantos, alguns se deitavam no asfalto em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, outros se amassavam nos cantos mais escuros, talvez esteja eu ficando muito careta como diria a “rapeize”, mas para mim que enfrentei uma barra dura pra sair da dependência química na minha juventude, vi ali um cenário macabro, digno de uma sexta-feira 13 de terror, e que passou despercebido pelas autoridades competentes, conselho tutelar, policia militar, instituição de ensino. Existem varias formas de se morrer, algumas podem levar tempo, mas se ninguém fizer algo, repensar este tipo de evento que alias dizem ser cultural, diria minha mãe, bela cultura esta, cultuar a noite das bruxas, “sf (voc pré-romano) aquela que Adivinha, embusteira de adivinhações e malefícios, feiticeira” , poderemos em breve ver se repetir tragédias como as que vitimaram varias pessoas da comunidade este ano, e que marcaram amargamente a vida de seus familiares.



Sem duvida uma noite macabra, para se esquecer!





Um comentário:

  1. Eu posso falar né maninho, sei tudo o que vc passou por causa da dependencia quimica. O que me admira e muito, além do despreparo da sociedade, é que muitos pais deixam seus filhos menores de idade sairem para fesas assim sem ao menos se preocupar no que estão fazendo e quem são as suas companhias, qdo. abrirem os olhos já sera muito tarde. Pais, educadores, governantes, falam tanto de querer um pais justo e honesto, mas antes temos que saber a criar nossos filhos com justiça e honestidade, para depois podermos cobrar. Concordo plenamente com o texto. Porque as escolas então nao olha para a cultura brasileira? Será que so é bom o que vem de fora?

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